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28 de maio de 2018

Teste do olhinho como fator de prevenção de problemas visuais infantis

por Luc Santa Clara

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Vídeo:

Teste do Olhinho!


Neste excelente material sobre o teste do olhinho, por Cristiane Sales leitão, podemos saber mais fatores preventivos que o mesmo proporciona.

O teste do olhinho é um exame simples, não é invasivo, não dói e é rápido. Todos os bebês devem realizar o teste do olhinho logo após o nascimento, a fim de detectar alguma patologia ocular.  O diagnóstico rápido favorece o tratamento e junto  com a terapia de estimulação visual precoce é possível prevenir a cegueira infantil.

Therezinha Moura


Passemos ao artigo:

TESTE DO OLHINHO COMO FATOR PREVENTIVO DE PROBLEMAS VISUAIS INFANTIS

Cristiane Sales Leitão   cristianesalesleitao@gmail.com

Lídia Andrade Lourinho2 / Cybelle Façanha Barreto Medeiros Linard2 / Maria Salete Bessa Jorge2  / Raimunda Débora Araújo Rocha3

1 Aluna do Mestrado de Gestão em Saúde – Universidade Estadual do Ceará

2 Programa de Pós Graduação em Saúde Coletiva – Universidade Estadual do Ceará

3 Aluna do curso de Optometria da Ratio Faculdade

Introdução

A leucocoria é quando encontramos a pupila branca e deve ser identificada ao nascimento. O Teste do Reflexo Vermelho (TRV) é o teste de triagem recomendado para a detecção de leucocoria, sendo mais conhecido como “teste do olhinho”. O diagnóstico precoce da leucocoria deve ser realizado o mais cedo possível, visto que o resultado dele constitui um sinal clínico importante de algumas patologias oculares, tais como a catarata congênita e o retinoblastoma (CAGLIARI et al, 2016,;TULI et al, 2013; PATEL, SALCHOW e MATERIN, 2013).

Importante ressaltar que o resultado de apenas um teste do reflexo vermelho alterado, por si só, já justifica a realização do exame de triagem ainda na maternidade em todos os pacientes recém-nascidos, assim como também a realização do TRV durante as consultas de puericultura. Diante da importância dessa ferramenta no diagnosticar de patologias impactantes, faz-se necessário discutir e implementar políticas públicas de saúde ocular na infância (CAGLIARI et al, 2016).

De acordo com a estimativa divulgada pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, a cada minuto uma criança fica cega no mundo. Existem no Brasil aproximadamente 25 mil crianças cegas. Segundo os especialistas, em torno de 80% dos casos de cegueira poderiam ser evitados através de teste simples como o teste do olhinho (BRASIL, 2011).

O Teste do Olhinho, ainda pouco conhecido pelos pais, pode detectar muitas doenças visuais precocemente. O exame, apontado por profissionais da saúde visual, como uma técnica simples e rápida, possibilita o diagnóstico precoce de catarata, glaucoma congênito, opacidades de córnea, tumores intraoculares grandes, inflamações intraoculares ou hemorragias intravítreas em recém-nascidos (BRASIL, 2013; RODRIGUES et al, 2012).

Deve ser realizado nas primeiras 48 horas de vida da criança, não é invasivo, agressivo ou doloroso, podendo ser feito em menos de cinco minutos por qualquer profissional habilitado. A realização do teste é feita com um oftalmoscópio direto que emite um foco de luz sobre o olho do bebê, gerando a percepção de um reflexo vermelho (BRASIL, 2013).

O Optometrista é o profissional formado para examinar e avaliar a função visual quando esta não for de ordem patológica. No entanto, ele também está preparado para identificar as patologias oculares e encaminhar o paciente ao oftalmologista. Ele identifica, e prescreve soluções ópticas que irão compensar as ametropias, porém sem utilizar qualquer técnica invasiva ao corpo humano (LINO, 2007).

É importante observar, desde cedo, o aparecimento de sintomas que sugiram dificuldades oculares. A movimentação dos olhos nos bebês é de extrema importância. Já na criança que aprendeu a caminhar é preciso dar uma precaução aos movimentos, se cai se derruba elementos. Se se aproxima demais de televisão ou dos objetos, para melhor avistar. Nestes casos a criança deve ser submetida à tomada da acuidade visual e orientada a ir ao profissional responsável. Há ainda diferentes sinais e sintomas identificadores de prováveis problemas visuais, e que podem ser notados.

Objetivo

Compreender a importância do teste do olhinho para a saúde visual da criança

Metodologia

Exploratória, descritiva, com coleta de dados teóricos.

Resultados

A optometria trabalha na determinação e mensuração científica das falhas de refração, acomodação e motilidade do olho humano. O exame, prescrição e adaptação de lentes que convencionam esses defeitos refrativos. A adaptação de lentes de contato, de próteses oculares e a técnica de treinos ortopédicos sem manuseio de drogas, ou nada que seja invasivo ao olho humano.

A avaliação visual completa aborda os procedimentos de exames que ajudam o profissional optometrista no dia a dia, como instrumentos importantes na avaliação visual que auxilia o profissional a aferir as alterações visuais e quantificá-las proporcionando e descoberta de possíveis patologias.

De acordo com Maciel (2015), a avaliação visual completa refere-se a exames que ajudam o profissional optometrista no seu dia a dia a avaliar, medir e quantificar alterações visuais e até mesmo identificar possíveis patologias.

Os resultados dos exames identificam à necessidade de compensação visual que são os denominados erros refrativos como a miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia, desvios como forias e tropias dentre outros.

Alguns sinais e sintomas de que existe algum problema que pode afetar a saúde visual de uma criança podem ser tais como: epífora (lacrimejamento em excesso), secreção, hiperemia (olho vermelho), edema, fotofobia (problema com a claridade), piscar em excesso, prurido (coceira), olho torto (estrabismo), dificuldade visual, dificuldade de contato visual, mancha branca na menina dos olhos (pupila), olho grande, dor ocular, tremor ocular, atraso no desenvolvimento global, entre outros.

Os sintomas acima não são avaliados através do teste do reflexo vermelho, mas que não deixam de ser importante serem observados, pois a saúde visual infantil não depende apenas do teste do olhinho, bem como este aqui citado ajuda a prevenir possíveis doenças futuras que afetarão a estrutura interna do olho, porém, existem inúmeros problemas visuais que mesmo podendo ser mais simples não são menos importantes, por isso é bom ficar atentos aos sinais.  

O teste do olhinho é feito apenas com uma luz que é colocada sobre o olho do bebê de quantidade apropriada, essa luz deve ser colocada diretamente sobre a pupila da criança e através de um oftalmoscópio, que é o aparelho melhor indicado para tal exame, deve ser realizado também em uma sala meio escura para que se possa avaliar melhor a pupila do examinado, e ainda não se faz necessário o uso de qualquer tipo de colírio.

O TRV, conhecido também como “teste do olhinho”, é um grande aliado no que se refere as medidas de prevenção à cegueira na infância. O uso do reflexo vermelho, como teste de triagem, nos diversos contextos do cuidado em saúde visual do recém-nascido (RN), seja na atenção primária de saúde ou no ambiente hospitalar, auxilia na identificação precoce de problemas visuais, possibilitando intervenções mais efetivas (AGUIAR et al, 2011; AGUIAR, CARDOSO e LÚCIO, 2007).

Algumas das doenças que podem ser detectadas são a retinopatia da prematuridade, o glaucoma congênito, o retinoblastoma, a doença de Coats, a persistência primária do vítreo hiperplásico (PVPH), descolamento de retina, hemorragia vítrea, uveíte (Toxoplasmose, Toxocaríase), leucoma e até mesmo altas ametropias.  

O reflexo da luz colocada sobre o olho do bebê tem como resultado uma cor avermelhada e continuada nos olhos que forem saudáveis. O reflexo vermelho considerado normal é percebido em tons de vermelho, laranja ou amarelo, podendo variar de acordo com a intensidade da luz e da pigmentação da retina, e isso quer dizer que as principais partes internas do olho estão normais.

Se ao realizar o exame e aparecer alteração no reflexo da pupila do bebê, como mancha branca total ou parcial ou qualquer coisa que seja considerado “anormal”, significa que o bebê pode ter alguma patologia, logo deve encaminhar essa criança para um profissional da saúde visual que é um oftalmologista, e este por sua vez se necessário for o encaminhará para o profissional que ele achar adequado para cada tipo de problema.

Discussões

Mediante dados do IBGE (2010), no Brasil, mais de 6,5 milhões de pessoas tem algum tipo de deficiência visual. Desse total, 528.624 pessoas são impossibilitadas de enxergar (cegos), 6.056.654 pessoas têm ampla dificuldade durável de enxergar (baixa visão ou visão subnormal), outros 29 milhões de pessoas afirmaram ter alguma dificuldade permanente de enxergar mesmo utilizando óculos ou lentes.

Dados da OMS (2010) garante que as principais causas de cegueira no Brasil são a catarata, o glaucoma, a retinopatia diabética, a cegueira infantil e a degeneração macular. Do total da população brasileira, cerca de 24% (45,6 milhões de pessoas) asseguraram ter algum tipo de carência. Entre estas, a mais comum foi a visual, chegando 3,5 % da população. Em seguida, estiveram os problemas motores (2,3 %), intelectuais (1,4 %) e auditivos (1,1%) (WHO, 2010).

Segundo Graziano, (2009) o olho é considerado como um aparelho óptico simples, ele é combinado por duas lentes: a córnea que é a parte mais anterior do olho e o cristalino localizado atrás da pupila. A principal capacidade de ambos são as suas transparências e funções de produzir convergência óptica para que a imagem de um objeto se focalize na retina. Por combinação, chama-se de emétrope. O aparelho óptico ocular onde a imagem de algum objeto situado a distância muito grande forma-se sobre a retina. Para que uma pessoa seja avaliada emétrope deve-se levar em conta os seguintes fatores: apresentação de luz, ponto de fixação no infinito (6m), focalização na retina e acomodação zero.

A precaução de prováveis problemas oculares deve começar desde bebê. Determinadas doenças infectocontagiosas como sarampo e rubéola podem gerar cegueira e poderiam ser evitadas com a simples administração de vacinas. A amamentação também é mais uma fonte de precaução, pois este fornece nutrientes necessários ao desenvolvimento da visão, necessitando ser nutrido até mais ou menos o sexto mês de vida. A apropriada observação do calendário de vacinas é outro assunto importante a ser enfatizado para se impedir problemas futuros com a visão da criança.

É importante observar, desde cedo, o aparecimento de sintomas que sugiram dificuldades oculares. A movimentação dos olhos nos bebês é de extrema importância. Já na criança que aprendeu a caminhar é preciso dar uma precaução aos movimentos, se cai se derruba elementos. Se se aproxima demais de televisão ou dos objetos, para melhor avistar. Nestes casos a criança deve ser submetida à tomada da acuidade visual e orientada a ir ao profissional responsável. Há ainda diferentes sinais e sintomas identificadores de prováveis problemas visuais, e que podem ser notados.

Conclusões

Se ao realizar o exame e aparecer alteração no reflexo da pupila do bebê, como mancha branca total ou parcial ou qualquer coisa que seja considerado “anormal”, significa que o bebê pode ter alguma patologia, logo deve encaminhar essa criança para um profissional da saúde visual que é um oftalmologista, e este por sua vez se necessário for o encaminhará para o profissional que ele achar adequado para cada tipo de problema. O formato do reflexo vermelho também deve ser observado, pois reflete a integridade da pupila.

O estudo se torna relevante não só pela temática da promoção da saúde ocular, mas, também, para a saúde global da criança. A função da visão no desenvolvimento físico e cognitivo é fato inquestionável. Diante do que foi visto, destaca-se que, para identificar e prevenir as dificuldades visuais na população infantil, as estratégias para a promoção da saúde ocular devem ser direcionadas desde o período gravídico, pré-natal e neonatal.

Referências

AGUIAR, A.S.C; CARDOSO, M.V.L.M.L; LÚCIO, I.M.L. Teste do reflexo vermelho: forma de prevenção à cegueira na infância. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 60(5), p. 541-545, 2007.

AGUIAR, A.S.C; XIMENES, L.B; LÚCIO, I.M.L; PAGLIUCA, L.M.F; CARDOSO, M.V.L.M.L. Associação do reflexo vermelho em recém nascidos com variáveis neonatais. Ver Latino Am Enfermagem, v 19(2), Ribeirão Preto,2011.

BRASIL. Ministério da Saúde. Teste do olhinho pode evitar 80% dos casos de cegueira. 2011

CAGLIARI, P.Z; SILVA, J.C; VERAS, T.N; VIEIRA, C.E.F; BERTELLI, L.J; RAMOS, M.C. ALTERAÇÕES DETECTADAS PELO TESTE DO REFLEXO VERMELHO. Arquivos Catarinenses de Medicina, v. 45(3), 2016.

           GRAZIANO, M. R; ZIN, A. 1° Edição. São Paulo. Editora Atheneu,2009

LINO, L.H. Optometria na atenção básica: uma proposta de melhoria na qualidade da saúde visual da população. Revista Espaço Acadêmico, Maringá – PR, n. 79, dezembro de 2007. Disponível em {http://www.espacoacademico.com.br/079/79lino.htm}.

MACIEL, A.C.daS. Manual prático ilustrativo da optometria funcional. João Pessoa, 2015.

PATEL, N; SALCHOW, D.J; MATERIN, M. Differentials and Approach to Leukocoria. Connecticut Medicine, v. 77(3), p. 133-40, 2013.

RODRIGUES, A.C.L; PRADO, R.B; MIGUEL, L. Implantação do exame do reflexo vermelho em crianças da região do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu-SP-Brasil. Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, v. 75(5), 2012.

TULI, S.Y; GIORDANO, B.P; KELLY, M; FILLIPPS, D; TULI, S.S. Newborn with an absent red reflex. J Pediatr Health Care, v. 27(1), P. 51-55, 2013.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Action plan for the prevention of avoidable blindness and visual impairment 2009 – 2013. Geneva: WHO; 2010.

Palavras Chaves

Teste do olhinho, Saúde Visual, Atenção Primária.

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